Capital fará mutirões para detecção de hanseníase
O primeiro mês do ano é marcado pela campanha de conscientização sobre a hanseníase. Nesta sexta-feira, 26, celebra-se ainda o dia mundial de combate à doença que, somente no ano passado, teve cerca de 270 novos diagnósticos em Fortaleza, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) informou recentemente que o Ceará ocupa a sexta posição entre os estados que mais registram casos e o Brasil é o segundo no ranking internacional. A Sesa chamou atenção também para o fato de que, entre 2010 e 2022, foram notificados 22.248 diagnósticos de hanseníase em território cearense, dos quais 1.115 ocorreram em menores de 15 anos, sugerindo uma presença endêmica.
De acordo com a dermatologista Araci Pontes, diretora técnica da unidade Dona Libânia, que é referência no tratamento do problema no estado, ainda há diversos preconceitos ao redor da enfermidade. “Isso se deve muito à questão da falta de informação. Por isso, são importantes esses momentos como o Janeiro Roxo […] O estigma vem dos tempos em que existia toda a história e o imaginário em torno de uma doença chamada ‘lepra’. Hoje, a gente não usa mais esse termo, porque ele traz à memória a ideia de uma doença incurável. A hanseníase é totalmente curável. A medicina evoluiu e hoje a gente tem tratamento”, garante a especialista.
Entre os principais sintomas que podem indicar o início da enfermidade, destacam-se manchas avermelhadas, acastanhadas ou mais claras que a pele, sem sensibilidade. Em fases posteriores, os pacientes podem chegar a apresentar deformações irreversíveis e a perda de membros. Conforme a Sesa, em 2022, 11,3% dos pacientes registrados apresentavam grau de incapacidade física 2, ou seja, alterações motoras nos olhos, nas mãos, ou nos pés ou deformidades visíveis irreversíveis. A Dra. Araci Pontes detalha que também são possíveis quadros com inchaço nas orelhas, dormência ou fisgadas nas mãos e pés
O Mycobacterium leprae, causador da condição, infecta os nervos periféricos, em específico, as células de Schwann e a pele. “O diagnóstico da hanseníase é feito pela Atenção Básica de Saúde através de um exame físico. Existem alguns exames de laboratório que também podem ajudar. Mas, é principalmente pela clínica que o paciente apresenta”, detalha a Dra. Pontes.
A especialista conta que, atualmente, desde o início do tratamento, os pacientes infectados já deixam de transmitir a infecção. “A transmissão ocorre pelas vias aéreas superiores, ou seja, pela respiração muito próxima, pela tosse e pelo espirro. Não há necessidade de isolar. A pessoa em tratamento pode e deve continuar o seu convívio social normalmente com a família, no trabalho e os amigos”, ressalta a médica.
Mutirões
Em alusão ao dia de hoje, em Fortaleza há uma programação especial nos postos das regionais de saúde IV, V e VI previstas para os próximos dias 31 de janeiro, 1º e 2 de fevereiro. Nos locais, serão realizadas avaliações neurológicas simplificadas e exames físicos para identificação prévia da doença em pacientes sintomáticos. Conforme a orientação da SMS, em caso de suspeitas de contágio, os 118 postos de saúde da capital cearense estão aptos para a realização de consultas e de exames. A Secretaria lembra que o diagnóstico precoce aumenta as chances de um tratamento com bons resultados e reduz a possibilidade de desenvolvimento de incapacidades físicas.
O primeiro mês do ano é marcado pela campanha de conscientização sobre a hanseníase. Nesta sexta-feira, 26, celebra-se ainda o dia mundial de combate à doença que, somente no ano passado, teve cerca de 270 novos diagnósticos em Fortaleza, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). A Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) informou recentemente que o Ceará ocupa a sexta posição entre os estados que mais registram casos e o Brasil é o segundo no ranking internacional. A Sesa chamou atenção também para o fato de que, entre 2010 e 2022, foram notificados 22.248 diagnósticos de hanseníase em território cearense, dos quais 1.115 ocorreram em menores de 15 anos, sugerindo uma presença endêmica.
De acordo com a dermatologista Araci Pontes, diretora técnica da unidade Dona Libânia, que é referência no tratamento do problema no estado, ainda há diversos preconceitos ao redor da enfermidade. “Isso se deve muito à questão da falta de informação. Por isso, são importantes esses momentos como o Janeiro Roxo […] O estigma vem dos tempos em que existia toda a história e o imaginário em torno de uma doença chamada ‘lepra’. Hoje, a gente não usa mais esse termo, porque ele traz à memória a ideia de uma doença incurável. A hanseníase é totalmente curável. A medicina evoluiu e hoje a gente tem tratamento”, garante a especialista.
Entre os principais sintomas que podem indicar o início da enfermidade, destacam-se manchas avermelhadas, acastanhadas ou mais claras que a pele, sem sensibilidade. Em fases posteriores, os pacientes podem chegar a apresentar deformações irreversíveis e a perda de membros. Conforme a Sesa, em 2022, 11,3% dos pacientes registrados apresentavam grau de incapacidade física 2, ou seja, alterações motoras nos olhos, nas mãos, ou nos pés ou deformidades visíveis irreversíveis. A Dra. Araci Pontes detalha que também são possíveis quadros com inchaço nas orelhas, dormência ou fisgadas nas mãos e pés
O Mycobacterium leprae, causador da condição, infecta os nervos periféricos, em específico, as células de Schwann e a pele. “O diagnóstico da hanseníase é feito pela Atenção Básica de Saúde através de um exame físico. Existem alguns exames de laboratório que também podem ajudar. Mas, é principalmente pela clínica que o paciente apresenta”, detalha a Dra. Pontes.
A especialista conta que, atualmente, desde o início do tratamento, os pacientes infectados já deixam de transmitir a infecção. “A transmissão ocorre pelas vias aéreas superiores, ou seja, pela respiração muito próxima, pela tosse e pelo espirro. Não há necessidade de isolar. A pessoa em tratamento pode e deve continuar o seu convívio social normalmente com a família, no trabalho e os amigos”, ressalta a médica.
Mutirões
Em alusão ao dia de hoje, em Fortaleza há uma programação especial nos postos das regionais de saúde IV, V e VI previstas para os próximos dias 31 de janeiro, 1º e 2 de fevereiro. Nos locais, serão realizadas avaliações neurológicas simplificadas e exames físicos para identificação prévia da doença em pacientes sintomáticos. Conforme a orientação da SMS, em caso de suspeitas de contágio, os 118 postos de saúde da capital cearense estão aptos para a realização de consultas e de exames. A Secretaria lembra que o diagnóstico precoce aumenta as chances de um tratamento com bons resultados e reduz a possibilidade de desenvolvimento de incapacidades físicas.
Por Yasmim Rodrigues
