Fortaleza tem 61 confirmações de varíola dos macacos
De acordo com as últimas atualizações da plataforma IntegraSUS, a capital cearense continua sendo a cidade com mais confirmações de varíola dos macacos entre os municípios do Ceará. Somente em Fortaleza, já são 61 infectados. Em todo o estado, as confirmações atingiram o total de 77 pacientes.
Caucaia, Maracanaú, Outros Estados, Russas e Sobral também estão na lista de confirmações com 2 casos cada. Os outros municípios que tiveram confirmações da chamada “monkeypox” são Barbalha, Eusébio, Itaitinga, Jijoca de Jericoacoara, Massapê e Pacajus, com um paciente em cada.
Nesse contexto, o estado já notificou 799 suspeitas da doença, destas 357 foram descartadas e outras 332 seguem sob investigação. É válido ressaltar que a plataforma também alerta que, entre as suspeitas, 33 são classificadas como casos prováveis.
Na lista de casos prováveis, a capital também se destaca, concentrando 24 delas. 4 das outras suspeitas prováveis estão em Maracanaú e mais 5 estão divididas entre os municípios de Caucaia, Russas, Mulungu, Quixeré e Iguatu.
Até o momento, 74 dos casos que já foram confirmados no Ceará são de homens e a faixa etária mais afetada foi a de 30 a 39 anos, que tem 37 pacientes do sexo masculino. Porém, o estado também já confirmou 3 casos de varíola dos macacos em mulheres, das quais 2 também se encontram na referida faixa etária.
Entre os cearenses, os sintomas mais comuns tem sido: a erupção cutânea, relatada em 58 casos; a febre, que aparece em 45 pacientes; a adenomegalia e as lesões genitais, que aconteceram em 31 pacientes; a dor de cabeça, em 30; e a fraqueza e as dores musculares, que foram relatadas por 25 pessoas infectadas.
Vacina
Na última segunda-feira, 05, o Brasil recebeu o material biológico necessário para começar a desenvolver uma vacina contra o vírus da “monkeypox”. As chamadas “sementes do vírus vacinal” foram doadas pelo National Institute of Health (NHI), a agência de pesquisa médica dos Estados Unidos, e foram entregues aos pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O Centro de Tecnologia para Vacinas vai trabalhar em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e a previsão é que um imunizante nacional comece a ser produzido em aproximadamente 6 meses. De acordo com os cientistas, as doses devem ser válidas tanto para a varíola dos macacos quanto para a varíola humana, que atualmente encontra-se erradicada.
Até o dia 31 de agosto, o Ministério da Saúde já havia confirmado 5.037 casos de varíola dos macacos em território nacional. Porém, existiam outras 5.391 suspeitas em investigação. Desde o início do surto, a maior parte dos casos está concentrada em São Paulo, que já tem mais de 3 mil pacientes confirmados.
A diferença entre São Paulo e o segundo lugar da lista, o Rio de Janeiro, é significativa, uma vez que o Rio contabilizou mais de 2 mil pacientes a menos, totalizando 675 casos até o momento. Um dia depois da divulgação do boletim, no dia 1º de setembro, o Ministério da Saúde incluiu a varíola dos macacos na “lista nacional compulsória de notificação de doenças, agravos e eventos de saúde pública”. Desse modo, os estabelecimentos públicos e privados têm até 24 horas para informar diretamente às autoridades sobre novas confirmações.
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