Elmano anuncia grupo de trabalho com Governo Federal por alternativas ao tarifaço

O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT) anunciou, ontem (29), em Brasília, a criação de um grupo de trabalho envolvendo Estado, técnicos do Governo Federal e representantes do empresariado cearense para buscar alternativas ao setor produtivo diante do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano Donald Trump. O aumento de tarifas promete taxar produtos brasileiros a partir do próximo dia 1º.
O anúncio foi feito após o encontro com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). O Ceará é o estado mais afetado pelo tarifaço americano. Metade das exportações cearenses são para os Estados Unidos.

“A conversa foi bastante positiva, principalmente no sentido de intensificar o diálogo e as negociações com os Estados Unidos para que possamos ter alíquotas razoáveis. Também teremos um grupo de trabalho que envolve o Governo do Estado, a Faec, a Fiec, com técnicos do Governo Federal para a partir do dia 1º de agosto nós estarmos prontos, o Governo do Estado e o Governo Federal, para tomar as medidas que sejam necessárias garantindo competitividade para as empresas brasileiras”, afirmou Elmano.
Durante o encontro, os empresários cearenses entregaram um conjunto de propostas elaboradas pela Fiec – Federação das Indústrias do Estado do Ceará. O documento trazia medidas específicas para proteger o setor. O plano foi traçado por meio de estudos técnicos realizados pelo Observatório da Indústria, incluindo diversos cenários com tarifas diferentes, podendo chegar aos 50% já anunciados atualmente.
O governador disse ainda ter conversado com o empresariado local para buscarem iniciar uma “solução equilibrada” com seus compradores e fornecedores americanos. O petista afirmou que os próximos dias serão de muito diálogo até a data em que as novas tarifas entram em vigor.

“Há interesse de empresários americanos também que essa alíquota seja razoável na relação comercial entre Brasil e Estados Unidos. Devemos buscar atuar de uma maneira unificada para que possamos encontrar um ponto de equilíbrio entre os dois países. Não interessa um perde-perde entre as duas economias. Nós queremos um ganha-ganha”, garantiu o chefe do Executivo.
O governador reforçou que não interessa um “perde-perde para o Brasil nem para os Estados Unidos”. “Queremos um ganha-ganha”, disse Elmano, alegando a manutenção de uma boa relação com o mercado americano.

Os setores que devem sofrer os maiores impactos na economia cearense com o tarifaço americano são a indústria do aço, pescado, carnaúba, castanha de caju, granito e os equipamentos para parques eólicos.
Presente na reunião com o vice-presidente, o secretário da Fazenda, Fabrizio Gomes, reiterou que desde o anúncio do aumento das taxas por parte dos Estados Unidos, o Governo do Estado começou a se preparar para buscar as melhores saídas.

“Quando ficamos sabendo das medidas americanas, o governador Elmano convocou diversas reuniões com o empresariado, com os setores produtivos. Estamos estudando e levantando dados para tomar as melhores medidas para proteger a cadeia produtiva cearense”, disse.
Também estiveram no encontro em Brasília o procurador-geral do Estado, Rafael Machado; o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante; o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec), Amílcar Silveira; o CEO da ArcelorMittal Pecém, Erick Torres; entre representantes de outros setores.

Fonte: O Estado CE

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