Abastecimento de água por poços atende 15% da população do Ceará
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na sexta-feira (23) os resultados do Censo de 2022 sobre as características dos domicílios do país. Entre os dados revelados, há indicadores sobre como a população tem acesso ao abastecimento de água. Em todo o Brasil, a segunda forma mais comumente encontrada foi o “poço profundo ou artesiano”, utilizado por 9% das pessoas e, logo depois, aparecem os “poços rasos, freáticos ou cacimbas”, que são usados por mais 3,2%. No Ceará, essas duas formas de abastecimento atendem 15% da população, sendo os poços profundos ou artesianos, mais comuns, em 10,3% das residências.
É importante destacar que a rede geral de distribuição foi o modo de abastecimento de água mais encontrado no Estado, utilizado por 78,8% dos cearenses. O índice, porém, se manteve abaixo da média nacional, de 82,9%, mas acima da média da Região Nordeste, de 76,3%. Entre os estados nordestinos, o Ceará aparece atrás do Rio Grande do Norte (84,6%), de Sergipe (85,3%) e da Bahia (82,7%). O percentual de pessoas que utilizam a rede geral de distribuição foi maior do que o encontrado em Alagoas (67,7%), Pernambuco (70,6%), na Paraíba (74%), no Piauí (76,9%) e Maranhão (65,3%).
Em comparação aos outros estados do Brasil, o índice cearense se mostrou maior do que o registrado em quase todas as unidades que fazem parte da Região Norte, exceto Tocantins e Roraima, onde 81,8% e 80,1% da população, respectivamente, utilizam a rede geral de distribuição. Todos os estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste apresentaram percentuais maiores do que 80%. Entre as outras formas de abastecimento, encontradas no Ceará no Censo de 2022, há também 0,5% das pessoas que utilizam fontes, nascentes ou minas; 1,7% que necessitam de carros-pipa; 1,2% que dependem do armazenamento da água das chuvas; 1,9% que precisam dos rios, açudes, córregos, lagos e igarapés; e 0,8% de outras formas.
Com níveis diferentes de qualidade de segurança, os abastecimentos de rede geral de distribuição, das duas modalidades de poços e de fontes, nascentes ou minas, são considerados maneiras adequadas de acesso ao recurso para fins de monitoramento do Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB). Juntas, essas quatro possibilidades corresponderam ao uso de 96,9% da população do Brasil em 2022.
O Nordeste apresentou os maiores resultados de abastecimento por carro-pipa (3,5%) e água da chuva armazenada (1,8%). Em 68 municípios nordestinos predominou o acesso ao recurso por carros-pipa, bem como em outros 21, o abastecimento se dava majoritariamente pelo armazenamento da água das chuvas.
O levantamento do IBGE também avaliou a existência de canalização de água nos domicílios brasileiros. Nesse quesito, as Regiões Norte e Nordeste apresentaram os maiores índices de pessoas sem acesso ao serviço, 6,4% e 6% respectivamente. Os números são 10 vezes maiores aos que foram contabilizados no Centro-Oeste (0,5%), Sudeste (0,4%) e Sul (0,2%). Em 39 municípios do Norte e do Nordeste, mais da metade da população residia em domicílios sem canalização de água.
Quanto à destinação do lixo, o Censo indicou que 85,1% dos cearenses possuem coleta direta ou indireta, porcentual maior do que o registrado na pesquisa anterior, em 2010, quando 73,8% da população do Estado utilizavam esse serviço.
OE
