Na UFRJ, 87% dos pedidos de patente têm mulheres entre os inventores

A diretora defendeu que, para melhorar a presença das mulheres na ciência, é importante incentivar a participação delas em todo o processo, desde cedo, proporcionando oportunidades iguais e promovendo uma cultura inclusiva em escolas e universidades. Ela também destaca que é importante que haja políticas que apoiem as mulheres cientistas em todos os níveis, incluindo o financiamento de pesquisas, oportunidades de mentoria e redes de apoio.

Exemplos
A professora Tatiana Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biológicas da UFRJ, foi destaque no meio científico pela descoberta da polilaminina (molécula proteica com capacidade de multiplicar as células do sistema nervoso). Iniciada em 1998, a pesquisa inovadora vem desenvolvendo uma droga capaz de reverter ou minimizar lesões na medula e recuperar movimentos do corpo em acidentados. No fim do ano passado, a descoberta rendeu em royalties R$ 3 milhões à UFRJ, divididos entre os inventores envolvidos, a universidade e o Instituto de Ciências Biomédicas da instituição. Este foi o maior valor em royalties já recebido pela universidade.

A professora Alane Vermelho, por sua vez, trabalha no setor de microbiologia da UFRJ e está à frente do Laboratórios de Biotecnologia (BIOINOVAR). Recentemente, ela desenvolveu um pigmento natural, a partir de microrganismos e produzido em biorreatores. O diferencial desta patente, que está em fase de comercialização pela Inova UFRJ, é a produção de um corante biodegradável para cosméticos, maquiagem e esmaltes, que não faz mal nem ao ser humano nem ao planeta. Esta é a primeira vez que essa tecnologia foi aplicada na indústria cosmética.

Agência Brasil

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