Brasil se despede das Paralimpíadas no top 5 com recorde de medalhas

O dia mais vitorioso da história do Brasil nos Jogos Paralímpicos, aconteceu um dia antes do encerramento do megaevento. O país conquistou 16 medalhas: seis de ouro, três de prata e sete de bronze somente neste dia. A delegação brasileira já bateu o recorde de pódios do país, que era de 72 – em Tóquio 2020 e no Rio 2016 – e finaliza os jogos de 2024 com 89 medalhas.
Além disso, o Brasil superou o número de medalhas de ouro conquistadas em uma única edição, somando 25 no total. O recorde anterior, 22, foi registrado em Tóquio 2020. A soma total de pódios do país em Jogos Paralímpicos agora é de 462, sendo 134 ouros, 158 pratas e 170 bronzes. Os atletas brasileiros se despedem dos jogos de Paris em quinto lugar no quadro geral dos jogos. A China foi a grande campeã, com 94 ouros, seguida pela Grã-Bretanha em segundo, com 49, e pelos Estados Unidos, com 36 medalhas douradas.

Atletismo
A corredora maranhense Rayane Soares, 27, se tornou campeã paralímpica no último sábado, 7, ao vencer os 400m da classe T13 (deficiências visuais) no atletismo. Além da medalha de ouro, Rayane quebrou o recorde mundial da prova, uma marca que durava desde 1995.
A acreana Jerusa Geber, 42, conquistou sua segunda medalha de ouro em Paris ao vencer os 200m T11, destinada a deficientes visuais, com o tempo de 24s51, igualando o recorde paralímpico da britânica Libby Clegg, que fez a mesma marca no Rio 2016. Essa é a sexta medalha de Jerusa em Jogos, sendo um ouro, duas pratas e dois bronzes. Em Paris 2024, ela também foi ouro nos 100m T11.
O Brasil teve um pódio duplo nos 200m da classe T37 (paralisados cerebrais). O fluminense Ricardo Mendonça ganhou a medalha de prata, e o paulista Christian Gabriel ficou com o bronze.
O sul-mato-grossense Paulo Henrique dos Reis conquistou o bronze no salto em distância T13 (deficiência visual). Com o seu melhor salto em 7,20m, melhor marca na temporada, ele garantiu o terceiro lugar no pódio. Paulo Henrique é estreante em Jogos.
O paulista Thomaz Ruan conquistou a medalha de bronze nos 400m masculino T47 (deficiência nos membros superiores) com o tempo de 47s97, sua melhor marca na temporada. O ouro ficou com o marroquino Aymane El Haddaoui, com o tempo de 46s65, novo recorde mundial. A prata ficou com o também marroquino Ayoub Sadni, que fez 47s16. Foi a segunda participação de Thomaz em Jogos.

Canoagem
Foram duas medalhas no sábado (7). O piauiense Luís Carlos Cardoso ganhou a prata nos 200m da classe KL1 (usa somente os braços na remada). Foi sua segunda medalha paralímpica, repetindo a prata de Tóquio 2020. Ele completou a prova em 46s42. O ouro foi para o húngaro Peter Kiss, que marcou 44s55, recorde paralímpico.
O paranaense Miqueias Rodrigues conquistou a medalha de bronze nos 200m da classe KL3 (usa braços, tronco e pernas na remada). Ele completou a prova com o tempo de 40s75.

Halterofilismo
A paulista Mariana D’Andrea, 26, conquistou neste sábado, 7, a medalha de ouro no halterofilismo, na categoria até 73kg. Assim, a atleta brasileira garantiu o bicampeonato paralímpico – ela já havia vencido em Tóquio 2020.
A medalha de Mariana foi a de número 450 do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos. O país atingiu os 400 pódios em Paris 2024, com o bronze no lançamento de disco da classe F52 (atletas que competem sentados) do paulista André Rocha, no dia 1º de setembro, no atletismo.
Para vencer a prova, Mariana levantou 148kg, o novo recorde paralímpico. Ela superou Ruza Kuzieva, do Uzbequistão, que levantou 147kg e ficou com a medalha de prata, e a turca Sibel Cam, que levantou 120kg e ganhou com o bronze.

Judô
Em sua terceira participação em Jogos Paralímpicos, o potiguar Arthur Silva, 32, conquistou sua primeira medalha paralímpica, e logo no lugar mais alto do pódio. O brasileiro venceu na final da categoria até 90kg da classe J1 o britânico Daniel Powell, por ippon.
O paraibano Wilians Araújo, 32, conquistou sua primeira medalha de ouro em Jogos Paralímpicos, na arena do Campo de Marte, em Paris. Prata no Rio 2016, o judoca derrotou na final da categoria acima de 90kg, da classe J1 (cegos totais ou com percepção de luz), o moldavo Ion Basoc, por ippon.
A paulista Rebeca Silva, 23, conquistou a medalha de ouro da categoria acima de 70kg para atletas J2 (baixa visão). Ela derrotou a cubana Sheyla Estupiñán na final.
O gaúcho Marcelo Casanova garantiu mais uma medalha para o judô brasileiro ao derrotar, com um wazari, o italiano Simone Cannizzaro na disputa do bronze da categoria até 90kg para atletas J2 (baixa visão). Marcelo é estreante em Jogos Paralímpicos. Tem deficiência visual em decorrência do albinismo. Começou na modalidade aos nove anos por insistência do pai, que já praticava o esporte.
A sul-mato-grossense Erika Zoaga conquistou a prata na final da categoria acima 70kg da classe J1 (cegos totais ou com percepção de luz). Ela perdeu para a ucraniana Anastasiya Harnyk por ippon.

Natação
A carioca Lídia Cruz conquistou a medalha de bronze nos 50m costas S4, destinada a atletas com limitações físico-motoras, com o tempo de 52s00. Esta é a terceira medalha da nadadora em Jogos Paralímpicos, todas conquistadas em Paris. O ouro ficou com a grega Alexandra Stamatopulou, que fez 50s12, e a prata com a alemã Gina Boettcher, que fez 51s40.

Vôlei Sentado
A seleção brasileira feminina de vôlei sentado perdeu por 3 sets a 0 a disputa pelo bronze para o Canadá. As parciais foram de 15/25, 18/25 e 18/25 na Arena Paris Norte. (Por: Ismael Azevedo)

Fonte: O Estado CE

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